Primeiro de tudo!

Então,

já estava com essa ideia em mente desde antes do filme começar a acontecer. Acho que antes do pitching. Antes de saber se estariamos, de fato, fazendo esse filme. E a verdade é que: acabei deixando de lado a oportunidade de iniciá-lo há umas semanas atrás para só fazer agora.

O nome resume a intenção: um blog simples e direto sobre o dia-a-dia das filmagens do nosso filme de projeto 1 (documentário): “Porto” (até segunda ordem); sobre as mudanças do Rio de Janeiro a partir da zona portuária.

Não acreditem em muitas filosofias por aqui, o papo será quase sempre: reto! Então vamos lá…

Ainda sem fotos em mãos, posso traçar uma breve análise dos dois primeiros dias de filmagens (23 e 24 de abril). Segunda, em pleno feriado de São Jorge, acordamos cedo para nos encontrar com o Thiago (personagem e membro da equipe); em seguida, eu, Ana e Guilherme deixamos o sedentarismo de lado e subimos o Morro da Providência no seu ponto mais alto. Aonde se localiza a Casa Amarela, lá subimos na varanda superior para filmar a paisagem absurda da zona portuária a nossa frente. Mas não era suficiente; subimos a laje e aí sim… do alto de tudo Guilherme e Aninha fizeram belo take da região. Papo de 40 minutos – nesse meio tempo conhecemos um senhor que merece uma procura para as próximas visitas: canivete, aposentado, sessenta e cinco anos de Morro, trinta e poucos de Porto. Aproveitamos a exposição de fotografias do Maurício Hora sobre o Centro (me corrijam se estiver errado): visualmente impactante!

http://imageshack.us/photo/my-images/163/morrofotocolagem.jpg/

Após mais algumas voltas pela Providência em busca de mais ângulo privilegiados… rumamos para o Morro do Pinto (vizinho), aonde o Thiago seguiu para casa. Nós, resolvemos fazer uma visita ao querido Seu Nelson, personagem síntese da sua “favela” – como o próprio denomina. A visita serviu para decidir nossa vida no próximo final de semana; aparentemente arranjamos um lugar para dormir no Morro do Pinto. Serão mais de 48 horas filmando o Seu Nelson, acompanhando seu cotidiano e ‘apanhando’ suas palavras.

gravação do Guilherme na Pedra do Sal

Já eram mais de 14 horas, e decidimos por uma parada na Pedra do Sal. Uma feijoada acompanhada de uma cervejinha. Logo filmagens do grupo que lá tocava – ainda deu tempo de trocar uma palavras com o Mauricio (Hora) que lá estava tirando umas fotos.

Nossas filmagens findaram-se nas proximidades da Praça da Harmonia (Gamboa). Meninos jogando bola na calçada; crianças brincando com seus avós na praça; senhoras conversando sentadas nos bancos… uma possibilidade infindável de planos do final de tarde daquele lugar. Claro que mais uma cerveja foi muito bem vinda. Graças a ela conhecemos o Seu Bulhões, morador do condomínio da Saúde, médico, e membro do Cordão do Prata Preta (Bloco carnavalesco das redondezas). Vindo da Bahia, Bulhões deu suas opiniões sobre a atmosfera do bairro (“enquanto no Recreio você nunca vai conseguir falar com 10 pessoas, aqui elas aparecem em menos de 10 minutos”); além de opinar sobre o futuro daqui – ele tem noção que as mudanças podem prejudicar (ou mesmo acabar) com aquele ambiente hospitaleiro, mas tenta saber lidar com isso, acompanhando as assembléias.

A noite chegou: takes de bares por ali. Muito som: de samba a carimbó.

Para fechar: apresentação do projeto de documentário na assembléia da Ocupação Quilombo das Guerreiras. Antes nos adultos, haviam as crianças, e as conversas sobre nomes, apelidos e brincadeiras serviram para aliviar a tensão de falar para inúmeros desconhecidos (nunca fui bom nisso). Mas saiu… D. Nilda (possível personagem da Ocupação) nos apresentou para os moradores do prédio, em seguida comecei uma breve explicação. A produtora Manu, já presente, contribuiu para alguns detalhes. Ouvido nossas palavras, a assembléia proseguiu, mas os assuntos não eram para nós: fomos embora. As perspectivas do grupo sobre a apresenção foram mais distintas – falando por mim, acredito que nos saimos bem (embora usar a palavra “personagem” deu a sensação que iriamos fazer um filme de ficção). Sexta ligaremos para o nosso contato lá, a Luiza, e descobriremos se algo aconteceu.

Conclusão: mesmo sem gravador, as duas câmeras (uma T2I e uma T3I) suportaram muito bem. Mas fica claro que precisamos de um HD externo, o quanto antes. Amanhã trarei as reflexões sobre o segundo dia, muito o que falar, muito cansado estampado no meu rosto nesse momento também.

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